Mais um ano de eleição.

Como sabemos, de 2 em 2 anos tem eleição: ano de promessas, de político na rua pagando simpatia com a população, de ter que escolher “o menos pior” para votar quando no fundo sabemos que não vai mudar nada. De qualquer forma vida que segue, afinal, temos que garantir nosso sustento.
A correria do dia-a-dia nos prende à rotina e, aos finais de semana quando sobra algum tempo, uns descansam, outros saem, vão à igreja, ao bar com amigos ou ficam com a família.
Sede de mudança!!
Ao mesmo tempo, sentimos a necessidade de uma mudança radical na política do Brasil: tudo está mais caro, desemprego em alta e quem consegue estar trabalhando sabe que mal da para viver com o que se ganha. Mas o que fazer? Em quem ou em que acreditar? Será que mesmo sentindo na pele as condições de vida ficando pior deixaremos mais uma vez que decidam por nós?
A democracia da forma como conhecemos, nos dá duas grandes ilusões: de que em uma sociedade desigual temos liberdade de escolha e de que participamos dos rumos que o país toma através do nosso voto. Em uma sociedade dividida entre ricos e pobres não temos escolha, o que temos é necessidade de sobreviver. Para a lei, somos iguais pelo falto de todos participarem do processo eleitoral com seu voto, porém o voto só nos é permitido porque não muda as estruturas do sistema que vivemos, mas mantém as coisas funcionando do jeito que estão: políticos e partidos representando os interesses de grandes empresas que financiam suas campanhas ao invés de representar as necessidades da população.
Assim, vemos como é falho esse sistema de “representatividade”

Faz-se necessário entendermos que o processo eleitoral é uma farsa, de que o nosso voto em político X ou Y não transformará a realidade que vivemos, pode sim ocorrer melhorias, porém tais melhorias podem ser retiradas posteriormente em um novo governo. Assim, vemos como é falho esse sistema de “representatividade” e que enquanto não tomamos consciência e nos organizamos, partidos e políticos manterão tudo como está e decidirão por nós, os rumos de nossas vidas.



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